4º Domingo da Quaresma

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14
mar
4º Domingo da Quaresma


  • Festa de Aniversário do Agrupamento do CNE de Ermesinde (Na Seroa).


  • Às 11h30, no Bom Pastor: Festa da Palavra (4º Ano da Catequese).


  • Às 16h00, no Bom Pastor: Via Sacra encenada pelo Gr. Jovens "Ictus".


  • Às 17h00, no Bom Pastor: Vésperas seguidas da recitação do Terço.


  • Às 18h00, na Igreja de Santa Rita: Canto de Vésperas.


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EVANGELHO Lc 15, 1-3.11-32


«Este teu irmão estava morto e voltou à vida»



EVANGELHO SEGUNDO SÃO LUCAS


  Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte da herança que me toca'. O pai repartiu os bens pelos filhos.
  Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjouquanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela regiãoe ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobasque os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: 'Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me com um dos teus trabalhadores'.
  Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lheso filho: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho'. Mas o pai disse aos servos: 'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedoe sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava mortoe voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado' E começou a festa.
  Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: 'O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo'. Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: 'Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo'. Disse o pai: 'Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado'»
  PALAVRA DA SALVAÇÃO.


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RECONCILIAÇÃO: DIÁLOGO DE SALVAÇÃO


  Os textos das leituras bíblicas deste Domingo são um convite à reconciliação: Reconciliação com Deus, para uma reconciliação com o próximo e connosco mesmos.
  Na parábola do filho pródigo, do Evangelho, aparecem-nos duas atitudes bem diferentes: a de Deus, manifestada no pai, e a do homem, manifestada no irmão mais velho. Deus esquece tudo quando vê o filho pródigo de regresso: manda vestí-lo das roupas mais caras, dá-lhe um anel precioso, faz uma festa e oferece um banquete aos amigos; o homem guarda ressentimentos, não esquece a atitude do irmão, renega a fraternidade, não quer fazer parte da festa; para ele o regresso e a conversão do pecador não é motivo de alegria, mas de ressentimento. E entretanto este homem talvez reze todos os dias "perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido" e talvez seja frequentador assíduo do sacramento da Reconciliação...
  Como cristãos, sabemos que a reconciliação com Deus nos veio e continua a vir por Cristo. É o que S. Paulo recorda recorda na 2ª Leitura.
  Nos caminhos do pródigopoderemos reconhecer os nossos, de fuga ou de regress; no abraço e na festa do Pai, o estímulo a levantarmo-nos e voltar á vida nesta Quaresma pelo Sacramento da Reconciliação; na atitude do irmão mais velho, um desafio a revestirmo-nos dos sentimentos misericordiosos de Deus para acolher todos os irmãos que desejem, nesta Páscoa, sentar-se connosco à mesa do Senhor.


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CONTRIBUTO PENITENCIAL 2010


Como cristãos não estamos apenas obrigados a celebrar o sacramento da Penitência, «ao menos uma vez em cada ano» - diz o preceito da Igreja. A confissão sacramental com a absolvição é o único meio ordinário para os baptizados, conscientes de culpa grave, obterem a reconciliação com Deus e paz da consciência. Mas como cristão devemos também, «viver» a penitência, exercitar a «virtude» da penitência. Sem a virtude da penitência, o sacramento da penitência (ou Confissão) transforma-se em formalidade rotineira sem incidência na vida.
O exercício quaresmal da penitência exprime-se principalmente no jejum e abstinência e na partilha com os mais pobres. Jejum e abstinência, sobretudo, de pecados e vícios. Também privação volutária de coisas lícitas para exercitarmos a nossa liberdade e adoptarmos um estilo de vida menos consumista, materialista e hedonista. Desse modo participaremos de modo voluntário no mistério da Cruz e poderemos ser mais solidários com quem nunca ou quase nunca sai da cruz da indigência.
Não se trata de «pagar» para ficar dispensado de fazer penitência. Seria perverso. Quem se dispensa da penitência, repele a conversão e exclui-se da reconciliação. Trata-se, sim, de não jejuar como os ávaros - para aumentar a poupança - e de fazer frutuficar o jejum com a partilha solidária e generosa.
O nosso Bispo anunciou o destino que será dado ao produto das nossas renúncias voluntárias. Recolheremos esse «contributo penitencial» nos ofert´rios de 20-21 de Março.

2º Domingo da Quaresma

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28
fev
2º Domingo da Quaresma


  • Às 10h00, no Bom Pastor: Festa do Pai-Nosso (2.º Ano da Catequese).


  • Às 15h00, na Cripta: Convívio do SPJ.


  • Às 18h00, na Igreja de Santa Rita: Canto de Vésperas.


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QUARESMA: TEMPO DE CONVERSÃO


Bento XVI presidiu, na passada Quarta-Feira, à celebração eucarística na Basílica de Santa Sabina em Roma, assinalando assim a abertura do tempo santo da Quaresma. Nessa celebração ele próprio recebeu na cabeça as cinzas, porque todos os membros da Santa Igreja, do Papa ao último dos fiéis, são “penitentes” e precisam de se converter. Na homilia, o Santo Padre falou do sentido deste tempo litúrgico. Destacamos:
 
 
As palavras da liturgia que abrem, de algum modo, todo o itinerário quaresmal colocam como seu fundamento a omnipotência do amor de Deus, o seu absoluto domínio sobre todas as criaturas, que se traduz em indulgência infinita, animada por uma constante e universal vontade de vida. De facto, perdoar a alguém equivale a dizer-lhe: não quero que morras, mas que vivas; quero sempre e só o teu bem!


Esta absoluta certeza sustentou Jesus durante os quarenta dias passados no deserto da Judeia, depois do baptismo recebido de João no Jordão. Aquele longo tempo de silêncio e de jejum foi para Ele um abandonar-se completamente ao Pai e ao seu desígnio de amor; foi em si mesmo um “baptismo”, isto é, um “mergulhar” na Sua vontade e, neste sentido, uma antecipação da Paixão e da Cruz. Penetrar no deserto e lá permanecer demoradamente, só, significava expor-se voluntariamente aos assaltos do inimigo, o tentador que fez cair Adão e por cuja inveja a morte entrou no mundo (cf. Sab 2, 24); significava travar com ele a batalha em campo aberto, desafiá-lo sem outras armas a não ser a confiança ilimitada no amor omnipotente do Pai. Basta-me o teu amor, alimento-me da tua vontade (cf. Jo 4, 34): esta convicção habitava na mente e no coração de Jesus durante a sua “quaresma”. Não foi um acto de orgulho, um empreendimento titânico, mas uma opção de humildade, coerente com a Incarnação e o baptismo no Jordão, na mesma linha de obediência ao amor misericordioso do Pai, que “amou de tal modo o mundo que lhe deu o Filho Unigénito” (Jo 3, 16).

Tudo isto o Senhor Jesus o fez por nós. Fê-lo para nos salvar e, ao mesmo tempo, para nos mostrar o caminho para o seguir. […] Seguir Jesus no de-serto quaresmal é condição necessária para participar na sua Páscoa, no seu “êxodo”. Adão foi expulso do paraíso terrestre, símbolo da comunhão com Deus; agora, para voltar a esta comunhão e, portanto, à verdadeira vida, a vida eterna, é preciso atravessar o deserto, a prova da fé. Não sozinhos, mas com Jesus! Ele – como sempre – precedeu-nos e já venceu o combate contra o espírito do mal. Eis o sentido da Quaresma, tempo litúrgico que em cada ano nos convida a renovar a escolha de seguir a Cristo no caminho da humildade para participar na sua vitória sobre o pecado e sobre a morte.

Nesta perspectiva se compreende também o sinal penitencial das Cinzas, que são impostas sobre a cabeça de todos os que começam com boa vontade o itinerário quaresmal. É essencialmente um gesto de humildade, que significa: reconheço-me naquilo que sou, uma criatura frágil, feita de terra e destinada à terra, mas também feita à imagem de Deus e a Ele destinada. Pó, sim, mas amado, plasmado pelo seu amor, animado pelo seu hálito vital, capaz de reconhecer a sua voz e de lhe responder; livre e, por isso, capaz também de lhe desobedecer, cedendo à tentação do orgulho e da auto-suficiência. Eis o pecado.

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CONVERSÃO: VOLTAR-SE PARA DEUS


Na Sé do Porto, coube ao nosso Bispo assinalar a entrada na Quaresma com a Eucaristia e a imposição das cinzas. Destacamos, da sua homilia:


A conversão não se faz em relação a uma ideia vaga, nem a um projecto apenas, a um melhor comportamento que fosse. Mas ao próprio Deus, e “de todo o coração”, correspondendo – ainda que em paupérrima medida – à totalidade com que o Deus vivo sempre nos procura e interpela.


Ou ainda, com o Apóstolo igualmente ouvido, falando aos coríntios como agora a nós: “Nós vos pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus”. Consciência clara tinha Paulo de que só isso lhe era pedido e aos seus interlocu-tores com ele: coadunar inteiramente, em espírito e acção concreta, a nossa vida com o amor de um Deus que nos procura até ao fim, até ao último reduto da nossa resistência, ao último recanto do nosso pecado.


Essa procura divina a que Paulo alude, sabemos bem qual é, ou antes que rosto teve e tem. Teve nome e figura, chamou-se Jesus Cristo. […] Urgia, de facto, e hoje talvez mais, que a todos fosse dito e demonstrado, em vidas convertidas, que por longe que estejamos de Deus e de tudo, há um caminho aberto de retorno e progresso na recriação das vidas. O caminho que o próprio Deus “percorreu” ao nosso encontro, quando em Cristo fez da grande distância a maior coincidência.

Abertura do CPM nº 61

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26
fev
(Sexta-Feira)


  • Às 21h00, na Matriz: Via Sacra.


  • Às 21h00, na Cripta: Abertura do CPM nº 61.


  • Às 21h30, na Matriz: Reunião do SPJ.

Reunião com o Secretariado de Catequese

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24
fev
(Quarta-Feira)


  • Às 21h30, na Santa Rita: Reunião com o Secretariado de Catequese.

Conselho Presbiteral

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23
fev
(Terça-Feira)


  • Na Casa Episcopal, Porto: Conselho Presbiteral.


  • Às 16h00, na Matriz: Via Sacra com a Legião de Maria.

Reunião de Leitores

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22
fev
(Segunda-Feira)


  • Às 21h00, na Cripta: Reunião de Leitores.

Domingo da Quaresma

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21
fev
1º Domingo da Quaresma - Vamos com Cristo ao Deserto


  • Às 17h30, na Matriz: Hora Santa de Adoração ao Santíssimo Sacramento.


  • Às 18h00, na Igreja de Santa Rita: Canto de Vésperas.


  • Às 21h00, na Cripta da Matriz: Reunião do Secretariado Paroquial de Coros.


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EVANGELHO Lc 4, 1-13


«No deserto, conduzido pelo Espírito e tentado»



EVANGELHO SEGUNDO SÃO LUCAS


Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-Se das margens do Jordão. Durante quarenta dias, esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo Diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: „Nem só de pão vive o homem‟». O Diabo levou-O a um lugar alto e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e disse-Lhe: «Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: „Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto‟». Então o Diabo levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: „Ele dará ordens aos seus Anjos a teu respeito, para que Te guardem‟; e ainda: „Na palma das mãos te levarão, para que não tropeces em alguma pedra‟». Jesus respondeu-lhe: «Está mandado: „Não tentarás o Senhor teu Deus‟». Então o Diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo.
PALAVRA DA SALVAÇÃO.


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QUARESMA: TEMPO DE CONVERSÃO


A Quaresma é o tempo de conversão. Esta deve ser sobretudo interior: da inteligência, da vontade e do coração. Mas precisa de expressões externas e sensíveis:

– conversão ao Senhor pela oração mais intensa e a escuta assídua da Palavra de Deus;

– conversão aos irmãos, pela caridade mais diligente e generosa, triunfando sobre o egoísmo;

– conversão de nós próprios, pelo jejum e abstinência, reaprendendo a viver de forma mais frugal e saudável, exercitando a nossa liberdade em confronto com a sociedade de consumo e desperdício em que vivemos, sendo mais próximos e solidários dos que passam privações, e experimentando um pouco na pele o que significa morrer com Cristo.

Todas as sextas-feiras da Quaresma são dias de abstinência. Quarta-Feira de Cinzas e Sexta-Feira Santa são dias de abstinência e jejum.


A abstinência consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre. Costuma traduzir-se na abstenção de carne. Poderá ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo dos mais requintados, dispendiosos ou preferidos.

O jejum consiste na privação de alimentos. Concretiza-se limitando a alimentação diária a uma refeição e tomando alimen-tos ligeiros às horas das outras refeições. Em alternativa os fiéis podem jejuar privando-se de uma quantidade ou qualidade de alimentos e bebidas que constituam verdadeira privação.

Todos os fiéis, a partir dos 14 anos feitos, estão obrigados à abstinência. O preceito do jejum obriga os fiéis desde os 18 até aos 59 anos.

Fora destas idades, os fiéis façam a penitência possível, de acordo com as suas forças e saúde. Os doentes estão dispensados.


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JUSTIÇA: DAR A CADA UM O QUE É SEU


 Todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida à luz dos ensinamentos evangélicos. Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça. […]


Justiça: “dar a cada um o que é seu”.


Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romana do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “seu” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que só lhe pode ser concedido gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado à sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais – afinal de contas o próprio Jesus se preocupou com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam e certamente condena a indiferença que também hoje condena centenas de milhões de seres humanos à morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos –, mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “seu” que lhe é devido. Como e mais do que o pão ele de facto precisa de Deus. Nota Santo Agostinho: se “a justiça é a virtude que distribui a cada um o que é seu… não é justiça do homem aquela que subtrai o homem ao verdadeiro Deus”.


De onde vem a injustiça?


O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21).
Para além da questão imediata relativa ao alimento, podemos entrever nas reacções dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior. Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua actuação: Esta maneira de pensar – admoesta Jesus – é ingénua e míope.
A injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista: “Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se em pecado” (Sl. 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro. Aberto por natureza ao fluxo livre da partilha, adverte dentro de si uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, consequência do pecado original. Adão e Eva, seduzidos pela mentira de Satanás, pegando no fruto misterioso contra a vontade divina, substituíram à lógica de confiar no Amor a lógica da suspeita e da competição; à lógica do receber, da espera confiante do Outro, a lógica ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cf. Gn 3,1-6) experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza. Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?

[BENTO XVI, Mensagem para a Quaresma de 2010 ]

Escola de Fé para Pais

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20
fev
(Sábado)


  • Às 11h00: Formação de Acólitos.


  • Às 14h30, no Colégio de Sta Joana: Escola da Fé para Pais.


  • Às 15h45: Reunião com pais do 5.º Ano.


  • Às 17h30, no Bom Pastor: Reunião de Pais do 2º Ano (Festa do Pai-Nosso).


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BOM PASTOR: OBRAS CHEGAM AO FIM

Iniciada a construir em 1957 e dedicada em 1966, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, oratório particular da comunidade local das Irmãs do Bom Pastor aberto, desde a primeira hora, à comunidade cristã em geral, acaba de ser beneficiada por importantes obras de conservação.
Foram trabalhos necessários e dispendiosos: 161.104,78 €.
A comunidade tem-se mobilizado para ajudar.
Foram passadas rifas e realizou-se uma venda de Natal, tendo-se apurado o valor de 5.842,31 €.
Fica aqui o apelo para que a mobilização continue e não desfaleça a generosa partilha dos fiéis, particularmente dos que usufruem desta bela Igreja e da solicitude pastoral das Irmãs do Bom Pastor.